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Prefeitos de municípios da Bahia discutiram a criação de um teto de R$ 700 mil para o pagamento de cachês de artistas durante os festejos de São João de 2026. A proposta foi debatida em reunião realizada na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, e tem como objetivo conter gastos considerados excessivos com as festas juninas, especialmente em cidades de pequeno e médio porte.
Segundo os gestores municipais, a elevação dos cachês nos últimos anos tem colocado em risco a realização dos festejos, além de gerar pressão sobre as contas públicas dos municípios. Para os prefeitos, os valores praticados atualmente não condizem com a realidade financeira de muitas cidades do interior.
A proposta prevê que o limite seja formalizado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público da Bahia e aos órgãos de fiscalização, oferecendo respaldo jurídico às prefeituras na hora de contratar atrações artísticas.
Além do teto por apresentação, também foi debatida a possibilidade de estabelecer um limite para o crescimento dos gastos com festas, tomando como base o orçamento do ano anterior, como forma de reforçar a responsabilidade fiscal.
Caso a medida seja adotada, artistas que cobram cachês acima do valor estipulado poderão ficar de fora das programações oficiais do São João nos municípios baianos. O tema ainda deve ser discutido em novos encontros entre os gestores antes de uma decisão final.
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