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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

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O Reset de Brasília: Entre Acordos de Bastidores e a Black Friday da Impunidade

O cenário político brasileiro encerra o ano com um movimento que muitos tentam rotular apenas como (cortina de fumaça) mas que, observado de perto, revela-se como um pragmático e perigoso botão de reset.

O Reset de Brasília: Entre Acordos de Bastidores e a Black Friday da Impunidade
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O Escudo e a Experiência

No centro desse teatro está o senador Jaques Wagner (PT-BA). Com o peso de quem já foi governador da Bahia, ministro da Defesa e da Casa Civil, Wagner conhece os atalhos do poder como poucos. Ele assumiu o papel de para-raios da raiva geral.

Ao "matar no peito" pautas indigestas, ele protege o governo enquanto se prepara para deixar a liderança um movimento que, diga-se de passagem, já estava desenhado. Wagner opera na política real, aquela que não se convence com discursos inflamados, mas com a construção de consensos silenciosos que permitem ao sistema "virar a página".

Jaques Wagner ao lado de Davi Alcolumbre
Jaques Wagner ao lado de Davi Alcolumbre atual presidente do Senado. 

A "Black Friday" e a Direita que Perde

Enquanto o Congresso aprovava o que podemos chamar de uma "Black Friday para golpistas", a família Bolsonaro assistia de lado. Não foram os negociadores de primeiro time; apenas engoliram o que foi servido pelo centrão e pela cúpula do Legislativo.

O jogo de aparências aqui é claro: a direita radical comemora uma "vitória" que, no médio prazo, não resolve o caos na escolha de seus candidatos e nem altera a força real no Planalto. É um alívio momentâneo em troca de uma irrelevância estratégica.

Duas Conversas, uma Mesa

O ponto mais alto desse jogo é a duplicidade: parlamentares que berram contra o sistema para suas bolhas nas redes sociais, mas que, nas mesas de negociação, são os primeiros a buscar o acordo que "fica bom para todo mundo". É uma tentativa de começar o próximo ciclo eleitoral sem "bagunça na sala", custe o que custar.

O esperado veto de Lula é apenas o último ato dessa peça. Ele mantém a pose institucional do governo enquanto o acordo de bastidores já foi selado. 

O que está em jogo é uma tentativa de "virar a página" a qualquer custo. O risco, como sempre, é que esse desejo de ordem para as próximas eleições acabe sacrificando a justiça em nome de um sossego temporário. Em Brasília, as notícias de 24 horas passam, mas os acordos de "reset" moldam os próximos anos.

Você acredita que "virar a página" é necessário para a estabilidade do país ou estamos diante de um erro histórico que alimenta a impunidade?

FONTE/CRÉDITOS: Por Mateus Santos

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